quarta-feira, 22 de abril de 2015

Análise transacional: Quem fica trabalhando em nossas cabeças enquanto nos relacionamos?

Fonte: Shutterstock.com via Revista Exame

Todo mundo em algum momento da vida já percebeu que quando estamos conversando, decidindo algo ou até mesmo discutindo, sentimos um jogo de idéias, possibilidades, tomadas de decisão e diversos outros trabalhando em nossa cabeça, é bem aquela antiga e batida imagem do diabinho no ombro esquerdo e do anjinho no direito, cada um lhe falando pra fazer uma coisa diferente. É claro que o que trago com esse exemplo diz respeito ao comportamento e a tomada de decisão certa ou errada, racional ou emocional, sensata ou insensata, precipitada ou cautelosamente analisada.
Pois bem, vos digo que não temos um diabinho ou um anjo trabalhando em nossas mentes, mas sim egos distintos com três personalidades principais e com suas subvariantes, egos esses estudados e trazidos a todos por meio dos conhecimentos de grandes estudiosos.
Eric Berne, médico e psiquiatra canadense nascido 1910, baseando-se nos conceitos do conhecido Freud criou um método de análise e compreensão do comportamento humano, popularizado por diversos autores e conhecido como Análise Transacional. Segundo a AT, uma transação refere-se a à um estímulo+resposta Ex: Como está calor hoje não é verdade Carlos? (estímulo). Se ele responder: Está fora do comum João!!! logo temos uma resposta.

Baseando-se nos conceitos de Freud, segundo Berne o ser humano possui três fontes que estimulam, orientam e controlam o comportamento humano em suas diversas relações do cotidiano, esses que influenciam nossas mentes transpõem as barreiras mentais e influenciam nossas relações com os outros. Essas fontes ou de forma mais técnica, estados de EGO, são subdivididas da seguinte forma: Pai, Adulto e Criança.
O Pai pode se subdividir entre crítico e protetor, a Criança entre feliz e destrutiva, onde a destrutiva pode se subdividir em submissa e rebelde e também temos o Adulto, esse que não se subdivide a atua em padrão único. O Pai protetor como o nome já diz direciona a mente e comportamento a formas mais protetoras e extremamente preocupadas com o próximo no agir, diferentemente do Paí crítico onde só existe crítica, repreensões e nem sequer o mínimo de preocupação na forma de se expressar com o o próximo. A Criança feliz está sempre de bem com a vida, aceita opiniões, sugestões e ordens permanecendo em posição subordinada sem sofrimento algum, já a destrutiva em forma de submissa sofre em ser mandada porém não toma providencia e é única prejudicada na relação, enquanto a rebelde se rebela e não aceita algo que lhe foi imposto ou que não lhe agradou, prejudicando assim uma terceira parte. Dentre todos esses perfis complexos, temos o Adulto, com toda sua sensatez para acalmar os ânimos e solucionar problemas diversos sem euforia e brigas. 

Agora pense no sofrimento em uma relação de uma pessoa com Pai Crítico atuante e uma outra criança submissa, seria legal? a resposta é não. Na literatura encontramos diversos tipos de transações e como exemplo essa é colocada como "Não-OK".Obs: Considere que os egos na sua mente podem mudar conforme os estímulos, afinal de contas, somos humanos, e não exatas.

Paremos agora pra pensar um pouco em quem atua de forma mais forte em nossas mentes, cautela no agir, no decidir e no falar... segure firme e voltaremos a falar sobre isso!!!


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